A Associação PanAmazônia reuniu nesta quinta-feira, (11), diversos empresários filiados ao grupo para uma palestra comandada pelo empresário e presidente da Sociedade Fogás, Jaime Benchimol, para analisar o possível cenário econômico de 2024, na sede localizada no edifício Cristal Tower, avenida Umberto Calderaro, bairro Adrianópolis. 

Belisário Arce, fundador e diretor executivo da organização, fez o discurso de abertura dos trabalhos e destacou a importância da organização, que completa 14 anos de existência este ano. 

“Mensalmente realizamos esse evento com objetivo de fomentar o estreitamento de laços entre os empresários. Nós temos associados em todos os estados da Amazônia, hoje, e estamos iniciando o ano com essa palestra excepcional do Dr Jaime Benchimol, que abordará o cenário econômico do mundo, do Brasil e da Amazônia, exatamente nessa ordem, do macro para o regional”, explicou.

Segundo Belisário, o atual cenário nacional e mundial apresenta restrições ainda maiores à liberdade e ao desenvolvimento econômico da Amazônia. “Isso sempre foi desafiador. Hoje, é colossal. Cada vez mais, parece difícil tomar as rédeas do destino regional em nossas mãos e ter as condições de fazermos, nós mesmos, o que outros parecem querer impedir. Portanto, temos de esforçarmo-nos mais ainda agora do que antes”, completou. 

Durante a apresentação, Jaime Benchimol ressaltou por meio de tendências, as comparações econômicas entre as potências mundiais como China e Estados Unidos, além da mudança na dinâmica de poder e influência destes. 

“Nós identificarmos os pontos mais importantes que vão dominar a discussão do ano de 2024 em nível mundial, como o Brasil vai se situar diante disso e como nós, aqui da Amazônia, podemos de alguma forma nos beneficiar dessa situação”, defendeu.

Benchimol acredita que o ano de 2024 será “morno”, com um possível recesso do Produto Interno Bruto (PIB), após safra recorde e receio dos produtos a novos investimento. 

“Não vai ser um ano espetacular e nem vai ser um ano catastrófico. Tudo indica que vamos ter um ano com crescimento um pouco abaixo do esperado. No ano anterior, a estimativa é que o Brasil cresceu em torno de 3%, parecido com o crescimento mundial. Agora, deve ser menos, por que os Commodities e a agricultura de um modo geral vão ter menos especificar que ano passado”, defendeu. 

Cenário amazônico 

 Benchimol afirmou que a preservação do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), feita por meio da Reforma Tributária, criou uma perspectiva de estabilidade para a Zona Franca de Manaus (ZFM), mas acentuou a dependência do modelo, que necessita da construção de uma agenda de infraestrutura, para modernizar a logística do Amazonas e alavancar a economia local. 

“A Amazônia e o Amazonas de um modo geral podem buscar bons recursos de crédito de carbono. Então devemos nos preparar, nos posicionar. Eu vejo que o Acre e Tocantins já saíram na frente e já têm R$100 milhões de toneladas de carbono, mesmo com uma área menor”, finalizou.

Além dos créditos de carbono, a exploração de petróleo na margem equatorial brasileira e o turismo também foram destacadas como potências para a Amazônia.